13.7.15
Querido Blogue,
onde é que eu tenho de me inscrever para encontrar homens decentes em vez de trastes?
10.7.15
Expliquem-me como se eu fosse muito burra
"amanha vou ao Alive"
"o que é que eu hei-de levar vestido?"
(abre o roupeiro)
"ja sei, é isto mesmo, o fato de homem aranha/batman/boneco de peluche assustador"
"o que é que eu hei-de levar vestido?"
(abre o roupeiro)
"ja sei, é isto mesmo, o fato de homem aranha/batman/boneco de peluche assustador"
Querido blogue,
não sei se é dos quase 30 anos que tenho em cima dos presuntos, se é de já ter tido a minha dose de festivais, se é do mau feitio ou da falta de paxorra, se é de ter a mania que sou diferente e não alinho em carneirada, se é de achar que a porra dos festivais estão mediatizados até ao tutano, se é de não achar piada a este gente que vai aos festivais porque é fashion, se é de estar farta da merda das selfies, mas hoje não trocava o meu serão por festival nenhum do mundo, não trocava a pizza, a sangria, a sobremesa e a companhia nice do jantar, para me ensalsichar no meio de 55 mil pessoas. Mas se calhar só não gosto assim tanto de Muse.
Querido blogue
Às vezes (só às vezes) gostava de me contentar com uma daquelas vidas em que tudo segue o ciclo natural das coisas: acabas o secundário, vais para a faculdade, vives la vida louca, apaixonas-te, namoras, acabas a faculdade, arranjas emprego, casas com o namorado por quem te apaixonaste na faculdade, tens 1 filho, tens 2 filhos, divórcio(?), fim. E vives uma vida mais ou menos conformada, mais ou menos feliz, mais ou menos completa, com altos e baixos, mas tranquila no geral. Às vezes gostava de ser normal e não ser tão inconformada, tão insatisfeita, sempre à procura da próxima coisa que me vai completar, mas nunca chega.
30.6.15
28.6.15
Mantra do dia, do mês, do ano
vai haver um outro alguém que me ame e trate bem
vai haver um outro alguém que me ouça também
vai haver um outro alguém que faça valer a pena
vai haver um outro alguém que me cante este poema
Da Weasel, Força
15.6.15
Se calhar é melhor assim,
não sabermos nada um do outro a não ser o caminho para os nossos corpos.
não falarmos a não ser para saber quando nos vamos encontrar.
não nos vermos a não ser para cumprir os propósitos do desejo.
não falarmos a não ser para saber quando nos vamos encontrar.
não nos vermos a não ser para cumprir os propósitos do desejo.
Assim não penso em ti
a toda a hora a todo o instante,só as vezes,
de manhã no chuveiro eu a sorrir e a lembrar-me dos nossos corpos nus a escorrer água, tu a lavares-me as costas e a contar historias de balneário.quando vou a conduzir sem pensar em nada, os olhos que batem na ponte que me leva a ti, e uma vontade de virar a direita em direcção a ti.
quando vou fumar um cigarro, as memórias olfactivas do cigarro que partilhámos à janela da minha sala a voltarem, os nossos corpos ainda ofegantes, as pernas bambas e o cabelo desgrenhado.
quando me vou deitar e bato com os olhos no teu relógio em cima da mesinha de cabeceira,
o cabrão do relógio,
todos os dias ali a olhar para mim,a lembrar-me de ti de manhã ao acordar, à noite ao deitar,
a lembrar-me que se calhar é melhor assim não falamos mas, a desejar secretamente que seja hoje o dia em que vais falar comigo.
1.6.15
Querido Blogue,
comprei um tapete de fitness. Descarreguei umas apps de exercicios de força e posições de yoga. Abasteci-me de comidinha saudável. Pela primeira vez aos fim de várias semanas cozinhei comida a sério, em vez de comida de aquecer e por no forno. Estou decidida a ser mais saudável. E organizada. Para já ainda não está a correr muito bem, porque já devia estar na cama e e ainda tenho o resto da cozinha por arrumar. Baby-steps. Eu chego lá.
15.5.15
Querido Blogue,
ás vezes (só ás vezes...) acho que nunca mais vou conseguir amar alguém. Porque o para sempre deixou de ser para sempre. Porque nunca mais vou conseguir acreditar que o amor supera tudo, move montanhas, nunca desiste. Porque o amor acaba, as pessoas desistem e as relações acabam. E quando isso acontece todas as promessas, toda a esperança e todas as projecções para o futuro se transformam numa mão cheia de nada. A inocência e a ingenuidade do primeiro amor nunca mais se vão recuperar. E até posso voltar a amar, mas lá no fundo acho que vou estar sempre à espera do momento em que o para sempre deixa de ser para sempre, para passar a ser só até ao momento em que se ouvem as palavras: temos de falar.
10.5.15
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