31.12.10

Desejos para 2011

Dos desejos de 2010 só me falta cumprir um: arranjar emprego. Consegui o estágio, não no Porto mas em Braga, o que ainda foi melhor, saí de casa, embora o tenha feito à custa dos meus pais, e tive a experiência de me desenrascar sozinha pela primeira vez na vida. A-d-o-r-e-i! Terminei o curso (finalmente!). Não consegui viajar muito como queria, nem fazer mais coisas, aliás, culturalmente foi um ano um pouco embrutecido. Passei 7 meses juntinho a ele a brincar aos casados e foi tão bom, que quero mais. Ele entrou na faculdade, na primeira opção. Foi um ano feliz.
Para 2011 apenas peço: emprego, saúde para mim e para os meus, paz e amor.

30.12.10

Querida Inditex

Acho  muito engraçado que todas as tuas lojas estejam arrumadas como se em saldos estivessem, mas a verdade é que descontos nem vê-los. Não percebo como tanta gente cai nesta esparrela e como há resmas, resmas de gente a comprar como se não houvesse amanha e as peças estivessem ao preço da chuva.

Querido Blogue,

passagem de ano=drama. É tradição e já devia estar acostumada, mas até eu que estava zen com isto tudo já me estou a passar.
Para o ano, se o homem não trabalhar no feriado (pode ser um dos desejos do próximo ano?), pego nele e vamos 3 dias daqui para fora. Não há nada como não depender da vontade de terceiros.

29.12.10

Querido Blogue,

sobre a Ensitel e seguindo a sugestão da Cate, sugiro que se organize um movimento semelhante às operadoras de telemóveis na sequência do aumento de 25% que os tarifários do género moche, extreme e tag vão sofrer. Até porque quando reclamei para a vodafone a resposta deles foi algo do género: a vodafone entende que face ás condições oferecidas o aumento e consequente novo valor da mensalidade é considerado justo. Seriously?! E de repente todas as operadoras acharam que era justo aumentar o tarifário para o mesmo valor e ao mesmo tempo? Uma palavrinha: cartel e mais não digo. Agora obriguem-me lá a apagar este post.

25.12.10

Este blog não é Jeová*

E deseja a todos os que passem por aqui umas Boas Festas e um Feliz Natal. O blog estará em hibernação até segunda feira, numa qualquer aldeia gelada da beira interior, enchendo-se de filhós, bolo rei e outras iguarias deliciosas.

(não há imagenzinhas bonitas que não há tempo para isso e eu tenho mais que fazer)
*quem não perceber a piada é ovo podre

22.12.10

Querido Blogue,

já comprei todas as prendas e não compro mais nada até passar o Natal e quem sabe a passagem de ano. Passagem de ano que também já está encaminhada. Hoje começam os preparativos. Há muita coisa para fazer até dia 24 que por acaso está aí a bater à porta. Estou menos Grinch que o ano passado mas nada me garante que esta boa disposição se mantenha até lá.

21.12.10

Querido Blogue,

das muitas coisas que me irritam o pseudo novo-riquismo é coisa para me tirar do sério. Pessoas que dizem carteira em vez de mala. É brega dizer mala. Mala é de viagem. Carteira é por ao ombro, ou pendurar no antebraço assim à tia de cascais. Porta-moedas é onde se guarda o dinheiro.
Ora para mim que sou rasca e venho dos subúrbios mala é de por ao ombro e carteira é onde se guarda o dinheiro. As pessoas vivem em vivendas e não em moradias. E dão-se prendas e não presentes. Maria é nome de menina, e Salvador só conheço NSJC*.

*Nosso Senhor Jesus Cristo, quem mais?

20.12.10

Querido vizinho,

baixaste ou não baixaste a porcaria de música que me obrigas a ouvir todos os dias? Bem me parecia que uma horinha a ouvir da minha música te faria bem. Agora atira esses cds azeiteiros pela janela e não me obrigues a dar-te mais uma lição destas. Amigos?

Querido Blogue,

Não tenho paxorra para a Holiday Season. Sim, sim é cliché dizer que não se gosta do Natal e coisa e tal, mas ao menos não sou hipócrita ao ponto de me declarar anti-Natal porque os verdadeiros valores do Natal foram esquecidos em detrimento do consumismo habitual e mais não sei o quê, que é tão politicamente correcto dizer nesta altura. Como para mim o Natal nunca foi altura de harmonia e reunião familiar, mas sim de grande crispação entre a minha mãe e o meu pai, porque tanto um como o outro queriam passar o Natal com a respectiva família, o que acabava sempre com um deles amuado. E sendo assim, o que realmente me resta é o consumismo e o prazer de oferecer prendas a quem realmente gosto (apesar do inerente sentido de obrigação). Deixem-me lá ser consumista que é disso que é feito o meu Natal. O resto não passa de um pro forma e seja como for, dia 26 está tudo acabado e mais ninguém se lembra dos valores tão apregoados por aí a respeito do tal do espírito Natalício.

17.12.10

Querido Pai Natal,

Já que não me vais deixar umas destas no sapatinho
será que podias guardar-me umas (tamanho 39) e pô-las a 50% assim que começarem os saldos? Agradecida.
Mary

Querido Blogue,

Ontem saí de casa decidida a resolver o assunto das prendas de Natal. Quatro prendas de Natal numa tarde não deveria ser coisa difícil. O saldo final foi mais ou menos assim:
 Total de prendas compradas: 3. 
Total de prendas para mim: 3.
O pior mesmo é que não consegui encontrar nada do que queria  para oferecer. Ou já não havia o que eu queria, ou não havia no tamanho que eu queria, ou ia bem além daquilo que eu queria gastar. Apercebi-me que já não havia muita escolha e que quanto mais tempo deixar passar menos haverá. Odeio ter de comprar prendas por obrigação, seja no Natal ou nos anos. Dá-me muito mais gosto comprar algo quando olho para determinada coisa, penso em determinada pessoa e compro porque sei que aquela pessoa vai gostar.