Hoje sinto-me sozinha.
Não mereço que ninguém me faça sentir assim.
22.1.16
2.1.16
Querido Ex,
demorei 3 anos (mais do que 3 anos) para te perdoar. Durante, muito tempo tive este ressentimento dentro de mim, até que percebi que tinha que let go... E assim fiz. Forgive and let it go (perdoa-me os anglicanismos, mas a minha cabeça já está formatada para o inglês). Coincidência ou não nessa altura houve uma mudança na minha vida, um novo emprego que me permitiu deixar aquele outro que aceitei 1 mês antes de teres decidido terminar a nossa relação por causa da distância...essa puta sempre metida entre nós. Acho que passámos mais tempo separados do que juntos, mas na minha cabeça, tínhamos o que era preciso para suportar isso e muito mais. Mas essa ideia só existia mesmo na minha cabeça e por isso culpei-te até à exaustão pelo fim de tudo. Nestes últimos 3 anos defini muito bem o que é que não voltaria a tolerar numa relação. Nunca mais toleraria ciúmes doentios, assim como nunca voltaria a estar com alguém que me obrigasse a escolher entre uma relação e os meus amigos. Nunca mais vou tolerar alguém inseguro, que me envie mensagens de madrugada por causa de um pesadelo parvo e sem fundamento. Nunca mais vou permitir que alguém duvide de mim sem motivos nenhuns para o fazer. E foi seguindo nesta linha de raciocínio que fui construindo o processo mental que me permitiu esquecer-te, ultrapassar o desgosto que me deste e seguir com a minha vida. Mas no outro dia tive uma epifania. Durante muito tempo achei que com o fim da nossa relação tinha aprendido aquilo que não queria numa relação futura. É verdade, mas apenas de um ponto de vista muito egocêntrico. Mas o que é que eu na realidade aprendi que me permitiu tornar uma pessoa melhor? Não precisei pensar muito para descobrir. Lição número 1: Uma relação é feita de expectativas. Expectativas do que a outra pessoa deve ser, expectativas do que a relação deve ser, expectativas para o futuro. Expectativas, expectativas, expectativas. A relação constrói-se tendo como base a gestão das expectativas próprias e da outra parte. Se essa gestão não for bem feita há alguém que vai ficar frustrado e insatisfeito, o que em última análise leva ao fim da relação, pois há um gap entre aquilo que a pessoa recebe e aquilo que a pessoa acha que devia receber. Esta lição leva-me inevitavelmente à conclusão seguinte. Há coisas que não farás por amor. Há um limite para aquilo que estás disposta a fazer pela outra pessoa. O que há primeira vista pode parecer egoísta pois o que nos enfiam pelas gargantas abaixo é que quem ama faz tudo por amor. Mas não é verdade. Todos temos um limite. Uns mais há frente, outros mais atrás. Mas isso significa que há determinadas decisões que podem fazer terminar a relação. Especialmente quando as expectativas não foram bem geridas, quando há uma parte que está frustrada e insatisfeita e quando há determinados limites que não se está disposto a ultrapassar. Durante muito tempo, culpei-te só a ti. Pensava que me tinhas obrigado a fazer uma escolha impossível. E por isso a culpa era tua. Mas fui eu que escolhi assim, fui eu que tomei a decisão. E tu decidiste que não querias viver mais assim, o que é perfeitamente legítimo, mas durante muito tempo não o vi assim. Ambos fizemos as nossas escolhas e essas levaram-nos a seguir caminhos separados. Não me arrependo. Hoje conheço-me melhor, sou uma pessoa melhor, e embora te amasse muito, era um amor miúdo, muito infantil, muito inocente. Hoje conheço os meus limites, hoje sei até onde poderei ir por amor, hoje conheço-me melhor. Graças a ti tento ser uma pessoa melhor e não cometer os mesmos erros do passado. Uma parte do que sou hoje a ti o devo e por isso também te estou agradecida. Por isso e por tudo o que me mostraste sobre mim que eu desconhecia. Não sou mais aquela miúda super insegura, que achava que nunca iria ser amada. Fizeste de mim uma pessoa forte e mais segura de mim mesma. Demorei muito tempo a chegar aqui. Ainda tenho issues para resolver mas esses é cá comigo e por outros motivos. Não quero continuar a estar zangada contigo. Apesar de este ser um fardo cada vez mais leve, não quero continuar a andar com ele ás costas. Por isso espero sinceramente ter fechado este capítulo em 2015. Bom 2016! Sê feliz.
10.12.15
Miúdo,
eu sei que devia acabar com isto. Eu sei que isto não é saudável para mim. Eu sei que estou apanhada. Eu sei que isto é só sexo. Eu sei que não gostas de mim. Eu sei que não queres uma relação. Eu sei que sou uma idiota. E ainda assim eu queria que isto funcionasse. Eu queria que gostasses de mim. Porque eu sei que há potencial, Mas tu não queres. Eu sei que devia acabar com isto. É demasiado tempo e começa a afectar-me. Eu sei que me mereço mais. Mas também sei se acabo isto fico sem nada. Não que isso seja necessariamente mau. Não tenho medo de estar sozinha. Mas é melhor ter sexo de vez em quando do que não ter nenhum. Mas quero mais que sexo. Quero alguém que esteja aqui quando eu chego a casa. Quero alguém que me mime. Quero carinho. Quero companheirismo. Quero escapadinhas românticas. Quero bebedeiras de caixão à cova. Quero noites com conversas tão boas que nos esquemos das horas. Quero abraços apertados daqueles que nos enchem a alma. Quero rir até me doer a barriga. Quero alguém que me ame e que queira mais que o meu corpo. Quero alguém para partilhar a minha vida. Estou cansada de esperar.
29.11.15
21.11.15
5.11.15
Querido comentador do linkedin,
sou mulher, tenho voz, tenho um cérebro para pensar e espante-se tenho opinião própria. E não peço desculpa por isso. Mesmo que isso te incomode. Por isso, podes ir chamar leviana ao caralhinho que te foda.
Sim, a minha opinião foi acusada de ser leviana, no meio de um debate sério, em que para além da minha havia outras vozes igualmente críticas, só que...eram de homens.
Sim, a minha opinião foi acusada de ser leviana, no meio de um debate sério, em que para além da minha havia outras vozes igualmente críticas, só que...eram de homens.
26.10.15
Querido São Pedro,
dá para parar de mandar chuva ao fim-de-semana, sff? É que a pessoa trabalha e só tem tempo para lavar roupa ao sábado, então é um bocado chato ter de ligar ao meu chefe e explicar que não posso ir trabalhar amanha por não ter cuecas lavadas. Agradecida, sim?
22.10.15
12.10.15
Conclusões da insónia de ontem
Para abdicar da minha vida tal como ela é hoje, neste preciso momento, era preciso que a vida a dois se afigurasse como algo melhor do que a vida que já tenho.
11.10.15
Querido blogue,
hoje tive um date. Já não tinha um date há mais de um ano. Não gosto muito de dates. São coisas sempre um bocado awkward que me fazem lembrar entrevistas de emprego. Especialmente quando uma das partes está mais interessada do que a outra. Lamentavelmente eu não estava a sentir a coisa fluir. Talvez seja problema meu. Quando alguém mostra logo a mão toda, o jogo acaba. Pelo menos para mim. É gira a massagem ao ego, mas não dá luta. É a teoria do quanto mais me bates. É ridículo, mas é verdade. Tipo isto:
25.9.15
A minha mãe diz que eu não tenho os alqueires bem medidos,
e eu tenho de concordar.
Ás vezes esqueço-me que sou mulher e que só peso 50 kg.
Mas fico cega com injustiças e faltas de respeito.
Hoje quase que me meti em trabalhos por causa de uns comentários nojentos proferidos por uns taxistas acerca de uma rapariga que ia a passar.
Um dia destes lixo-me.
Ás vezes esqueço-me que sou mulher e que só peso 50 kg.
Mas fico cega com injustiças e faltas de respeito.
Hoje quase que me meti em trabalhos por causa de uns comentários nojentos proferidos por uns taxistas acerca de uma rapariga que ia a passar.
Um dia destes lixo-me.
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