Há ditado popular que diz: mordedura de cão cura-se com pêlo de outro cão. Como todos os ditados populares admito que também este tem o seu fundamento e a sua parte de verdade. Sou a maior defensora que após o fim de uma relação deve-se dar tempo ao tempo para lamber e sarar as feridas. Não há nada pior que entrar numa relação para aliviar o vazio deixado por outra. É a receita perfeita para o desastre. Mas também acho que só quando estás pronta para deixar outra pessoa entrar na tua vida é que superaste finalmente o desgosto deixado pela anterior. Confuso? Também eu estou. Vai ser sempre preciso pelo de um novo cão para curar a mordedura antiga? Será que não dá para usar betadine e por uns agrafos nisto?
1.9.14
Querido blogue,
Querido blogue,
As outras pessoas podem trazer felicidade para a tua vida, mas a única pessoa de quem podes fazer depender a tua felicidade é de ti. Lembra-te disto sempre que achares que vai ser alguém que te vai fazer feliz. Nunca faças a tua felicidade depender de alguém na tua vida. Porque as pessoas vão e vêm. E se tu já souberes ser feliz sozinha, vais continuar a sê-lo quer estejas acompanhada ou não.
8.8.14
É isto mesmo
When we are afraid of being alone, we become needy. The greatest counterpart to someone needy is a partner who doesn't need us. This becomes a game of cat and mouse with the cat always chasing -- but never catching -- the mouse. If your partner doesn't take the time to nurture you or the other relationships in their life, there is no way you are going to be "the one" to change them. This is about emotional maturity. The emotionally unavailable are not mature enough to sustain any more than a cat and mouse game. If you stay with someone like this, you will feel more alone than if you were single, but your fears of being alone keep you from seeing rejection as more painful than aloneness.
The fear of being alone can trap you into accepting treatment that is far below the standard of what you deserve. (...) Further, justifying and staying in these dead-end relationships only keeps you from finding the right person for you.
(...) If you have closed a chapter with an ex, keep it closed so you can give yourself fully to the new person in your life.
Querido blogue,
Quão estranho é ter um convide um um tipo que não se conhece, ir ao respectivo perfil confirmar isso mesmo e constatar que o tipo adicionou todas as miúdas do facebook com o mesmo nome do meu? Temo pela segurança da miúda que ele procura. Querida homónima, se me estás a ler, foge. O gajo é tarado.
7.8.14
Querido blogue,
Não sei se é do cansaço, não sei se não estou só a precisar de férias, se é algo mais.
Trago em mim um descontentamento que não sei de onde me vem. Como se não estivesse a fazer com a minha vida aquilo que deveria estar. Como se não estivesse a aproveitar ainda que tente sempre tirar o máximo partido de tudo. Sei que deveria estar feliz, sei que tenho tudo para estar feliz, mas não consigo atingir a paz de espírito que tanto queria. Demasiadas interrogações. Demasiadas incógnitas no futuro. Demasiado medo de ficar sozinha para sempre. Porque no fundo, lá no fundo sei que tudo se resume a isso. Insegura de não ser suficiente. Como se precisasse de alguém para mostrar o meu valor, right? Repito para dentro e para fora: lá preciso de um homem para o que quer que seja? Sou uma miúda forte e independente. Mas por dentro, por dentro sou pequenina e insegura. Preciso de conforto e validação externa. Preciso que gostem de mim e que mo digam. Preciso de alguém que goste de mim. Porque se houver uma alma neste mundo capaz de me amar, então tenho o que preciso. Sei que estou errada. Aprende-te a amar a ti primeiro. Só se te amares a ti própria, os outros serão capazes de te amar. Talvez, mas não é assim que me sinto.
Querido blogue,
Regra número 1: nunca ponhas o teu filho a trabalhar na mesma empresa do que tu. A sério, nunca faças isso. É horrível e vai correr mal.
Regra número 2: se não conseguires cumprir a regra número 1, lembra-te que dos portões para dentro aquele não é o teu filho, aquele é o novo colaborador número xpto e que tu vais tratar da mesma maneira como qualquer outro colaborador. Com indiferença. Deixa-o em paz. Deixa-o socializar e fazer amizade com pessoas que tu se calhar nem gostas. Deixa-o ser explorado e abusado, é para isso que ele cá está e também tu já passaste por isso. Não o metas debaixo das saias. Não o protejas. Deixa-o provar um bocadinho do mundo real. Porque isto é o mundo real. E tu não vais la estar sempre para o proteger. Aliás não vais estar la a maior parte das vezes. Não facas dele um anormal. Isso só vai fazer com que ele se torne um alvo e seja gozado para o resto da vida dele. Deixa-o voar, bater com a cabeça, fazer asneiras, chorar, revoltar-se, crescer. A tua função não é protege-lo do mundo. A tua função é dar-lhe ferramentas para ele aprender a fazê-lo sozinho.
30.7.14
Vantagens de morar sozinha
Não jantei.
End of story.
Sem gritos, sem berros e sem ter que dar explicações.
10.7.14
Querido blogue,
27.6.14
Querido blogue,
Adoro picar-me com gente intolerante. Dá-me um gozo do caneco, atiçar os ânimos desta gente sempre com um sorriso na cara (ás vezes prestes a partir-me a rir) e vê-los perder as estribeiras só porque alguém pensa diferente deles e não são capazes de aceitar opiniões, crenças e maneiras de estar na vida diferentes das deles.
Se há coisa que a vida me ensinou é que não há verdades absolutas, há a maneira de cada um levar a sua vida e temos que saber viver com escolhas diferentes das nossas.
Querido blogue,
Valham-me os trapos que comprei o ano passado, porque se tivesse que me safar com o que está este ano nas lojas, estava desgraçadinha.